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PERSONALIDADE

 

SE A SUA COR É O BRANCO

Introspectivo, inovador, versátil, entusiasmado e incansável na busca por novas oportunidades.
Estimula a mudança.
Não restritivo, orientado para as idéias.
Energiza pessoas através do seu entusiasmo contagiante.
Trabalha para incluir e apoiar os outros.
Presta atenção àquilo que estimula as pessoas.
Gosta de estar no comando quando se inicia o processo de mudanças.
Gosta de trabalhar com pessoas criativas, em atmosfera participativa com variedades.
Origina processos e ações.

Cuidados: procrastinação e gestão do tempo.
Cores que possam dar complementação: ROSA e LARANJA
Cores não recomendáveis: CINZA e AZUL


RESPONSABILIDADE SOCIAL:
Dar o peixe ou ensinar a pescar?

É óbvio que são as duas atitudes! Pense comigo...
Qualquer cidadão para aprender necessita de vontade, esforço próprio e muita concentração e, toda essa mobilização não será possível enquanto o foco é o seu próprio estômago. Fome, frio, abrigo, ou seja, a própria sobrevivência e a de sua prole é prioridade instintiva em qualquer animal. Este é um conhecimento antigo e muito revitalizado pelas ciências motivacionais, tanto para educação como para o crescimento profissional, humanístico, espiritual, etc.
Resolvi abraçar a causa voluntariamente e no ano passado, 2007, consegui colocar em prática um velho desejo - oferecer educação profissional básica a jovens carentes. Mas me surpreendi com certo desinteresse ou descrédito imediato do meu público-alvo.
Entendi que eu precisava “dar o peixe” a partir da primeira pergunta deles onde quer que eu fosse divulgar o curso: “- É de graça?”
Sim, o curso seria de graça e, descobri que esse era “o peixe” em questão. Daí em diante, eles se esticavam em suas cadeiras para prestar atenção. Começaram a se inscrever.
O governo cada vez menos oferece o peixe e a arte de pescar ao povo. Fui estudante do SENAC na década de 80 e só se pagava uma matrícula mínima no início do semestre e, que mesmo assim era puxada para alguns. Hoje dou aula
no SENAC e, você sabe quanto é a mensalidade de um curso básico por lá? Eu como professora talvez não pudesse pagar.
Bem, motivada por isso, comecei meu projeto por algo que sei ensinar bem, e que, com certeza, o mercado vai absorver de pronto, que é a pintura de paredes. Pesquisei e descobri que não há no mercado cursos nesta área. Acho que esses jovens nem imaginavam que essa é uma pescaria, digo, profissão rentável, digna, de horário flexível e que oferece espaço e retorno muito mais rápidos do que o sonho “sedativo” de trabalhar num computador, que todos eles tanto desejam!
Nascia o Projeto E.A.P. – Escolas-Agência de Pintores, para ensiná-los e agenciá-los.
Então para fazê-los quererem “aprender a pescar” tive que oferecer alguns “tira-gostos”: passei a dedicar meu tempo
pessoal; informei que em três meses eles já estariam capacitados a pegar os primeiros serviços; comprometi-me em dar de presente aos que passassem no curso seus primeiros cartõezinhos comerciais com nome, telefone para contato e o título “Pintor Profissional”, daria certificado e um encaminhamento no mercado. Fiz contas com eles e eles começaram a ver quanto poderiam ganhar e que poderiam almejar qualquer outro curso ou profissão, mas que seria numa profissão “básica” como essa onde iriam ganhar mais rapidamente para investir neles mesmos depois.
Triste resultado o de minhas expectativas e esforços: de mais de 30 jovens inscritos apenas 06 concluíram o Curso. Por quê? Qual teria sido o motivo do desinteresse? Fui a campo e descobri: eles não tinham dinheiro pra pagar uma passagem e chegar até a aula. Muitos, além disso, precisavam trabalhar a qualquer hora em que o trabalho
lhes aparecesse e, isso comprometeria a freqüência nas aulas. Outros, mesmo jovens, não tinham com quem deixar seus filhos (o curso incluía mulheres).
Senti profundamente o desperdício da oportunidade – professor, espaço, tempo, material doado por indústria de tintas, apoio moral, mas enfim, muito pouco perto da quantidade de gente que precisamos atingir. Essa não era a forma mais eficiente. Fiz questão de partir para entender como fazer por mais gente. Como “dar o peixe” para que eles consigam vir e “aprender a pescar”?
Foi por isso que fui parar no PV – busco no verde a esperança de um dia poder dinamizar esse projeto, ampliando para outras modalidades de cursos básicos, para que aqueles jovens que fazem malabarismo à nossa frente no sinal, ou às suas mães pedintes de casa em casa com seus irmãozinhos no colo e, às suas avós que reviram o lixo dos supermercados à busca de restos, possam ter oportunidades de sobrevivência digna e realmente ao alcance de suas condições atuais.